
Depois de uma temporada nos EUA, um casal brasileiro voltou ao país com um mobiliário digno de nota. No novo apartamento em São Paulo, as paredes retráteis e os acabamentos em preto e branco formam uma base neutra que só valoriza a arte, as releituras do clássico e o design
Revista Casa e Jardim
Seis meses antes de deixar Nova York, onde viveram por três anos, os proprietários do apartamento de 300 m², nos Jardins, vieram a São Paulo arrematar o imóvel. Mas logo voltaram para a cidade norte-americana. Era o prazo para que tudo ficasse pronto, da reforma à decoração. De um lado, o advogado e a designer davam as coordenadas. Do outro, Diego Revollo tocava a obra e estudava a ambientação. "Foi quase uma maratona", lembra o arquiteto. Deu certo. O resultado é um apartamento com ares de galeria de arte, com paredes imaculadamente brancas e piso preto. A base neutra só faz ressaltar peças de alto design, que pontuam os ambientes.
Revestido com linho branco da Érea, o sofá da Micasa ganhou toque de cor com as almofadas em tons de rosa, do Empório Beraldin. À esquerda fica o abajur de Jamy Hayon, encontrado na Micasa, sobre a mesa de acrílico da designer Bianca Barbato, comprada na Benedixt. À direita, um pequeno móvel executado pela Marcenaria Lionço funciona como apoio. A mesa de centro é de Piero Lissoni para a Cassina, representada pela Casamatriz.Vasos da Érea. Primeiro, era preciso atualizar os espaços para o uso dos jovens de 30 anos, que têm uma filha recém-chegada. Isso incluiu a troca de todos os revestimentos e as alterações na planta original. Havia problemas de circulação e para driblá-los, o profissional aumentou o hall e redimensionou a antiga copa, transformada em sala de almoço.