
Influência direta de Rodin nas escolhas do artista italiano
Caixa Cultural
Num total de 24 esculturas e 23 desenhos produzidos ao longo da carreira de Brecheret, a mostra é inspirada na cultura e nos mitos indígenas, em especial àqueles da região da Ilha de Marajó, no Pará. Os materiais foram entalhados em terracota, madeira e também em pedras. Para chegar ao resultado final, o artista realizou estudos em desenho que desembocaram em obras como "Drama Marajoara" e "Filha da Terra Roxa".
Victor Brecheret nasceu na Itália, mas veio para São Paulo com dez anos e foi lá que descobriu seu ofício. Enquanto fazia as entregas da loja de calçados dos tios, com quem morava, encontrou uma revista com fotos de esculturas de Auguste Rodin, e resolveu se matricular no Liceu de Artes e Ofícios, aos 18 anos, em 1912. A partir de então, estudou na Europa, montou seu ateliê, voltou para o Brasil, e se tornou um dos precursores do modernismo no país. Na capital paulista, importantes monumentos públicos assinados pelo escultor podem ser vistos em um simples passeio.
De acordo com Maria Aparecida, que é casada com o filho do artista, Brecheret utilizou a terracota para entalhar lendas e mitos indígenas, como as obras "A luta da onça", "Veado enrolado" e "O índio e a suaçuapara", que ganhou o prêmio de melhor escultura nacional na 1ª Bienal de Arte de São Paulo, em 1951. O escultor também utilizava madeira e pedras em seus trabalhos, como na obra que retrata uma índia e um peixe. Para executar as peças, ele fez uma série de estudos em desenho, até encontrar a melhor composição.
SERVIÇO
Exposição: 'A arte indígena de Victor Brecheret'
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo
Tel.: (11) 3321-4400
Terça a domingo, das 9h às 21h.
Entrada franca
Até o dia 10 de janeiro de 2010.