Gavira
Ao pensar uma nova obra, Gavira procura o belo e o harmônico existentes nas proporções humanas; através de pesquisas intensas vê certa similaridade entre as imagens de belos objetos e o comportamento do homem.
De acordo com o artista, "o ser humano se harmoniza e completa quando se une formando o casal; assim me parece também com o engate de um trem que, ao se unir, adquire força, estabilidade, resistência e funcionalidade, trazendo um aspecto lúdico e interessante". O artista, ao criar, atento aos jogos de luz e sombra, utiliza os contrastes como conteúdo para imaginação e força, conduzindo o espectador de volta a seu mundo infantil, com seus mistérios e alegrias. As formas surgem espontaneamente nos momentos mais inusitados. Com isso em mente, quando chega ao atelier, Gavira modela a argila e, após tentativas, materializa as formas e as dimensões similares às imagens surgidas em seus devaneios.